Papy promete que CPI das operações “tapa-buracos” vai cumprir sua função, “doa a quem doer”

Existe uma disposição real de que a Câmara Municipal de Campo Grande investigue com profundidade a execução, pela Prefeitura e suas empreiteiras, das famigeradas Operações Tapa-Buracos. Pelo menos esse é o entendimento da maioria dos vereadores, capitaneados pelo presidente do Legislativo municipal, Epaminondas Papy.
Para grande parte da população, acostumada a ver esse serviço ser feito há décadas nas ruas de Campo Grande, a ineficiência e o desperdício de material são a principal realidade sobre esse tipo de operações. Outros, mais revoltados e descontentes, consideram que o “tapa-buracos” é na verdade uma *artimanha legal” de empreiteiras, apadrinhados, gente do Executivo e até do Legislativo, abocanharem vultosos recursos públicos.

Desde a primeira reunião para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o serviço de tapa-buraco na Capital, há cerca de 20 dias, as cobranças por resultados aumentaram bastante, principalmente, por parte da população. Segundo Papy, no momento, o processo está em análise na Procuradoria da Câmara Municipal, conforme o prazo e o rito do Regimento Interno.

A investigação conta com o apoio unânime dos vereadores de Campo Grande que, no primeiro semestre de 2026, apresentaram cerca de 9 mil indicações de tapa-buraco à Secretaria de Infraestrutura de Serviços Públicos (Sisep). Com isso, o impasse é definir os cinco integrantes entre os 12 parlamentares interessados em participar da CPI.

Briga pela titularidade na CPI

“Eu estou, pessoalmente, conversando com as bancadas, para que a gente possa ter os cinco membros da CPI mais equilibrados possível, respeitando a proporcionalidade e o desejo das bancadas ao indicar os seus membros. O detalhe é que dessa vez, nós temos 12 vereadores postulantes a essas cinco vagas”, ponderou o presidente da Casa de Leis.

Segundo Papy, a expectativa para essa CPI é de que os trabalhos sejam profundos “doa a quem doer, e vai trazer solução para Campo Grande”. “Como foi a CPI do Transporte Coletivo, que resultou numa intervenção e na retirada do Consórcio Guaicurus, que ninguém aguentava mais, também vai trazer resultados”, ressaltou.

Depois de instaurada, a CPI terá um prazo inicial de 120 dias de trabalho, que poderá ser prorrogado. Entre os eixos centrais do pedido estão a apuração de supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas em 2026 e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário.

(Da Redação)
(Com informações da Comunicação da Câmara)

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