Setembro Amarelo: Vander sugere reforço na prevenção da saúde mental

Os casos de saúde mental no Brasil registram números alarmantes e impositivos, o que exige que as iniciativas de prevenção e combate sejam reforçadas pelo poder público e pela sociedade. Esta preocupação foi manifestada pelo deputado federal e candidato a senador Vander Loubet (PT), ao chamar a atenção para o significado prático do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado nesta quinta-feira (10).

“Os dados oficiais nos revelam uma realidade dolorosa e complexa, que precisa ser encarada com o máximo de atenção. Lidar com desafios dessa dimensão impõe ações e decisões que não podem tardar e precisam ter o maior rigor científico, porque trata-se de preservar e salvar vidas”, justifica Vander. A Campanha Internacional Setembro Amarelo entrou no calendário nacional em 2013, para mobilizar o país na prevenção ao suicídio.

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) feita em 2019 apurou que naquele ano haviam sido notificados 700 mil suicídios em todo o mundo. Se considerar a estimativa de 300 mil casos que não foram notificados conclusivamente, seriam mais de 1 milhão. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas tiram a própria vida por dia.

Cuidados básicos

Vander enfatiza que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento gratuito de saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial. Os cuidados geralmente são iniciados na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF), onde o paciente passa por uma avaliação inicial.

Diante dos dados que consultou em fontes oficiais e considerou alarmantes, Vander diz ser necessário um reforço nos programas e ações de municípios e do Estado reforçando os objetivos da campanha. Cerca de 12,7% da população brasileira convivem com a depressão, enquanto 26,8% relatam ter sintomas ou diagnóstico de ansiedade. Os transtornos afetam mais as mulheres: 18,1% diagnosticadas com depressão e 34,2% com ansiedade, contra 6,9% e 18,9% em homens.

Outro dado preocupante é o impacto na infância e na juventude. Cerca de 20% dos brasileiros entre 5 e 29 anos possuem ao menos um transtorno mental, proporção que aumenta conforme a faixa etária. “As condições fundamentais da cidadania, para que seja plena, não chegam por si. A responsabilidade é do poder público. Deve ser compartilhada com a sociedade civil. E no caso da saúde mental, é necessária intervenção ampla e eficaz”, finalizou Vander.

 

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