O PT -Partidos dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul se manifestou, por meio de Nota Oficial, em repúdio ao tratamento dado pela FIEMS – Federação das Indústrias de MS ao impedir o acesso da deputada federal Camila Jara (PT/MS) no auditório da instituição por ocasião da palestra do ministro da Fazenda do Governo Lula, na quinta-feira (30), em Campo Grande.
Nota Oficial
O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (PT-MS) repudia o tratamento discriminatório sofrido pela deputada federal Camila Jara, impedida de entrar na sede da Federação das Indústrias de MS (Fiems), onde acontecia um evento com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na quinta-feira (30/07), em Campo Grande.
O evento não tinha caráter reservado e a deputada havia sido convidada formalmente pelo próprio ministro para participar da agenda, de natureza institucional e de interesse público, que tratava de temas como o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), relevante para Mato Grosso do Sul.
O episódio é grave não apenas por representar uma afronta a um mandato popular legítimo, mas, sobretudo, por atingir uma mulher, mais uma vítima de um olhar seletivo que ainda tenta diminuir e subordinar mulheres em espaços de poder. Essa lógica, embora histórica, não tem lugar numa sociedade democrática e igualitária.
A atitude feriu princípios éticos básicos e contraria a própria Constituição, que garante a igualdade de gênero por meio de instrumentos consolidados, como a pioneira Lei Maria da Penha (Lei 11.340), em vigor há 20 anos.
Chama atenção que o episódio tenha partido de uma instituição tradicional, de peso reconhecido na economia e nos rumos do estado, o que torna ainda mais grave a repercussão negativa e o risco de a Fiems e seus representados ficarem associados a esse tipo de conduta, algo que nenhuma instituição séria deveria desejar para si.
Não se trata de um incidente protocolar, nem pode ser reduzido a um episódio de divergência político-ideológica pelo simples fato de a deputada Camila Jara ser filiada a um partido nascido nas lutas dos trabalhadores assalariados do país, partido que, hoje, representa os sonhos plurais de democracia, justiça e liberdade de toda a sociedade brasileira.
Impedir o acesso de uma deputada federal nessas condições desrespeita sua investidura parlamentar e escancara um padrão que o PT não vai deixar de nomear: o machismo institucional, que segue limitando o espaço de atuação das mulheres mesmo em ambientes que se dizem plurais.
O PT de Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso histórico no combate ao machismo estrutural, na defesa da participação plena das mulheres em todos os espaços de decisão política, econômica e institucional, e na cobrança permanente de transparência de entidades que lidam direta ou indiretamente com recursos públicos. O Partido manifesta solidariedade integral à deputada federal Camila Jara e seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.
Campo Grande, 31 de julho de 2026.







