Depois do nome de Flávio Bolsonaro aparecer filiado ao Partido Missão e não no PL, e o tema virar piada nas redes sociais e nos meios políticos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) a abertura de uma investigação para apurar o porque da filiação do senador do PL do Rio de Janeiro, como pré-candidato à Presidência da República, ao Missão.

Cássio teria sido informado que a equipe de campanha do filho do Jair Bolsonaro, não teria conseguido formalizar a candidatura no sistema do TSE e questionou porque dele aparecer filiado a outro partido. É bom lembrar que o registro de filiação de candidatos se encerra no próximo sábado, dia 15.
Em nota, o TSE negou que a inclusão do nome do senador tenha ocorrido por meio do hackeamento do sistema da Corte e disse que houve “uso indevido” da ferramenta.
O TSE informou que o presidente da Corte acionou o Ministério Público Eleitoral e determinou a abertura de uma investigação interna.
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações”, declarou o TSE.
Após a repercussão do caso, o PL entrou no TSE com um pedido de desfiliação de Flávio do Missão. O pedido já está em análise pelo tribunal.
O Missão afirmou que chegou a detectar a filiação indevida, mas não conseguiu cancelar o ato no sistema do TSE.
“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, declarou partido.







