Dia dos Pais deve movimentar R$ 339 milhões no comércio do Estado, aponta pesquisa do IPF/MS

O consumidor sul-mato-grossense chega ao Dia dos Pais de 2026 com uma postura mais otimista em relação às compras e às comemorações da data. É o que revela a Pesquisa de Intenção de Consumo para o Dia dos Pais, realizada pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF/MS), realizado em parceria com o Sebrae/MS. De acordo com o levantamento, a economia do Estado deve movimentar aproximadamente R$ 339,22 milhões com presentes e comemorações, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. O gasto médio por consumidor, somando presentes e celebrações, deve chegar a R$ 472,04.

Do total movimentado, R$ 153,41 milhões devem ser destinados à compra de presentes, com gasto médio de R$ 232,69 por pessoa — 43,94% dos entrevistados afirmaram que pretendem presentear. Já as comemorações da data devem movimentar R$ 185,80 milhões, com gasto médio de R$ 239,35 — 51,73% dos entrevistados disseram que irão comemorar.

“Esse resultado confirma que o comércio sul-mato-grossense segue como um dos grandes motores da economia do Estado, mesmo em um cenário de cautela. O crescimento na intenção de consumo para o Dia dos Pais é uma ótima notícia para os empresários dos nossos 79 municípios e reforça a importância de datas comemorativas como essa para o faturamento do varejo local.”
Juliano Wertheimer, presidente da Fecomércio MS

Quem será presenteado e como:

Entre os que pretendem presentear, 74,75% vão presentear o pai e 23,08% o esposo ou namorado. A compra presencial em loja física segue soberana: 73,33% dos consumidores pretendem comprar dessa forma, enquanto 12,39% devem comprar online de uma loja física e 12,21% online de um profissional autônomo.

A maior fatia dos consumidores (44,39%) pretende gastar entre R$ 100 e R$ 200 com o presente, e os itens mais desejados são roupas (37,29%), calçados (22,26%) e perfumes/cosméticos (21,90%). A qualidade do produto (48,14%) e o benefício ou desconto no pagamento à vista (66,15%) aparecem como os principais fatores que definem a compra. A entrega pessoal do presente é amplamente preferida, citada por 92,31% dos entrevistados.

Na comemoração, o hábito predominante é cozinhar em casa para a família (82,17%), com gasto médio previsto entre R$ 100 e R$ 200 para 33,67% dos entrevistados.

“Quando se fala em Dia dos Pais, quase todo mundo pensa em presente, mas a maior movimentação da data está nas comemorações em família. Mais da metade dos consumidores pretende comemorar, a maioria dentro de casa — e isso muda a lógica da oportunidade para o pequeno negócio: supermercados, açougues, padarias, hortifrutis e lojas de bebidas podem crescer oferecendo kits prontos e soluções práticas para essa celebração.”
Paulo Maciel, analista-técnico do Sebrae/MS

Perfil do consumidor e comportamento de compra

A pesquisa também traçou o perfil socioeconômico do consumidor sul-mato-grossense: 51,37% dos entrevistados são mulheres e 48,63% homens, com maior concentração na faixa de 35 a 44 anos (20,20%). Quanto à renda, 42,62% declaram renda familiar de 1 a 3 salários mínimos, e 43,06% têm como principal fonte de renda o trabalho como funcionário CLT.

Sobre o comportamento geral de consumo, 52,88% dos entrevistados preferem fazer compras presenciais, 21,98% preferem o ambiente online e 25,13% combinam as duas formas. Entre quem compra pela internet, 88,42% recorrem a marketplaces como Shopee, Shein e Mercado Livre.

“Os dados mostram um consumidor atento ao preço, que valoriza a experiência da compra presencial e o bom atendimento, especialmente no comércio de rua. Além disso, observamos uma tendência crescente de valorização das comemorações em família, ampliando as oportunidades para segmentos como alimentação, lazer e serviços. Esse cenário oferece aos empresários uma janela estratégica para investir em campanhas de comunicação e ações promocionais nas semanas que antecedem o Dia dos Pais”
Regiane Dedé de Oliveira, economista do IPF/MS

Percepção econômica positiva

A pesquisa também apurou a percepção dos consumidores sobre a economia em 2026: 59,40% avaliam o cenário atual como melhor que o de 2025, 17,61% consideram igual e 22,98% acreditam que está pior — um indicativo do otimismo que impulsiona a intenção de consumo para a data.

Realização: Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF/MS) e Sebrae/MS

(Comunicação FecomércioMS)
(foto Álvaro Rezende/arquivo)

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