Defensor da Lei Magnitsky, Willian Browder, diz que ministro Moraes não se encaixa nas punições previstas

William Browder, um investidor britânico, cliente do advogado russo Sergei Magnitsky, cuja morte inspirou a Lei Magnitsky, afirmou na última quarta-feira que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não se encaixa em nenhuma das categorias previstas na legislação norte-americana. A informação foi divulgada pela revista Carta Capital.

Conforme a publicação, o britânico declarou:“ passei anos lutando pela aprovação da Lei Magnitsky para acabar com a impunidade contra violadores graves dos direitos humanos e cleptocratas. Pelo que sei, o juiz brasileiro Moraes não se enquadra em nenhuma dessas categorias“, escreveu Browder em sua conta no X.

Por outro lado, o G1 também publicou depoimento do mesmo Willim Browder, e o investidor, que fez campanha pela Lei Magnisty. Segundo declarou, as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes são um abuso das intenções da lei e uma deturpação de sua concepção original.

A Lei Magnitsy foi estabelecida para impor sanções a graves violadores dos direitos humanos e pessoas que são culpadas de cleptocracia em larga escala”, diz Browder, referindo-se a regimes políticos em que governantes e autoridades usam sua posição para enriquecer de forma ilícita.

E contrapõe afirmando: “A Lei não foi criada para ser usada para vinganças políticas. O uso atual da Lei Magnitsky é puramente político e não aborda as questões de direitos humanos para as quais ela foi originalmente elaborada. E, como tal, é um abuso das intenções da lei”, completou o executivo, em entrevista à BBC News Brasil.

(Com informações da Carta Capital e G1)

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