Os impactos nefastos dos jogos de azar online, já são evidentes na economia e na saúde de apostadores e suas famílias. Até o final de 2024, esse mercado de apostas deve movimentar entre R$ 90 bilhões e R$ 130 bilhões só no Brasil, conforme a consultoria PwC.
As “bets” são os sites de apostas esportivas, que têm atraído um público diversificado, mas recentemente, uma análise técnica do Banco Central (BC) mostrou que os beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões, via pix, para as empresas de apostas. O interesse por esse “jogo de azar” atrai internautas de diferentes níveis de escolaridade e poder aquisitivo – entre os apostadores universitários são mais de 70% com cerca de 21 anos.
No total de apostadores, as estatísticas apontam que 42% enfrentam dificuldades financeiras.
Diante desse cenário perigoso, de algumas denúncias, e até casos extremos de morte em função de endividamento de apostadores, mais de 2 mil sites e aplicativos de bets começaram a ser retirados do ar pelo Governo Federal. O Ministério da Fazenda pediu bloqueio de páginas de apostas esportivas que não constam na lista autorizada pela pasta. Outra medida é o bloqueio do uso dos cartões do Bolsa Família para o pagamento de apostas esportivas, que está sendo implementado pelo Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social e Combate à Fome. O bloqueio dos cartões do programa social para uso em sites de apostas ocorre paralelamente à antecipação da proibição geral de cartões de crédito para o pagamento de apostas eletrônicas.