A interrupção drástica nos fluxos globais de energia, provocada pela guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, obrigou o governo estadunidense a utilizar intensivamente a sua Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) para conter a alta generalizada nos preços da energia. Como consequência dessas frequentes liberações emergenciais, o volume armazenado pelo país caiu para 340,3 milhões de barris em meados de junho de 2026, frente aos 415 milhões de antes do conflito, atingindo o menor nível em quase 43 anos.
A consequência mais imediata dessa trégua foi a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A correlação com o mercado de energia foi instantânea: motivado pelo otimismo de que a oferta global do produto voltará a crescer com os barris iranianos, o preço do petróleo despencou. Como reflexo direto da paz e da liberação do tráfego marítimo, o barril de petróleo Brent passou a ser negociado abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde o início de março, registrando neste dois dias quedas superiores a 5%.
Em suma, os três eventos formam uma clara linha de causa, efeito e resolução: a guerra inflacionou o mercado e forçou o rápido esgotamento das reservas estratégicas dos EUA; a necessidade de normalizar esse quadro levou ao acordo condicional de paz com o Irã; e a retomada das exportações pelo Estreito de Ormuz deve aliviar a pressão global, derrubando a cotação do barril Brent de volta aos patamares de antes do início do conflito, em 28 de fevereiro.







