Governo Bolsonaro gastou, em 2022, ano da eleição, 46% do PIB em benefícios irregulares

Se alguém ainda tinha dúvida, ou pior, ainda não acredita que o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, foi grandemente irresponsável na hora de autorizar despesas durante o ano eleitoral de 2022, quando pretendia se reeleger a qualquer custo, os números do Boletim de Despesas por Função do Governo Geral – (COFOG), divulgados essa semana pelo Tesouro Nacional, apontam as provas da utilização de alto volume de recursos de forma irregular por Bolsonaro, e os danos causados às finanças do País.

Um dos dados que mais chama atenção é o da despesa do Governo Geral em 2022: ele gastou R$ 4,630 trilhões, o que corresponde a 45,9% do  Produto Interno Bruto (PIB) do ano de forma bastante questionável.

A COFOG, que passou a ser publicada em 2018 e reunia apenas dados da União, será descontinuada e substituída por uma nova versão que ampliará a abrangência dos dados, além de detalhar as despesas nas três esferas de governo, de acordo com o Tesouro.

“Essa ampliação a nível de  Governo Geral vai possibilitar a comparação com países com distintos arranjos federativos, além de ensejar a análise de como as esferas de governo brasileiras compartilham a execução de políticas públicas”, explica o documento.

Despesas de 2022

O relatório mostra, entre outros dados, que a área de Proteção Social, que seriam os gastos com benefícios previdenciários e de distribuição de renda (como o Bolsa Família), foi a que apresentou o maior nível de despesas em 2022, cerca de R$ 1,684 trilhões (16,7% do PIB). Aconteceu no período a inclusão de muitos beneficiados, inclusive quem não estava dentro das regras do programa Bolsa Família, como ficou comprovado pelo novo Governo, que teve que excluir, logo após assumir, mais de 1 milhão de “beneficiados” irregularmente.

Também foram concedidos benefícios extras na área da Previdência Social, por meio dos Empréstimos Consignados, assegurando um recurso a aposentados antes da eleição, mas que comprometeram a renda futura desses mesmos aposentados. Obrigando o novo Governo, inclusive, a interfirir junto aos bancos credores para proteger os aposentados prejudicados pelo consignado.

O segundo maior gasto foi na área de Serviços Públicos Gerais, onde estão concentradas as despesas administrativas no tocante aos juros da dívida pública. Foram gastos R$ 1,096 trilhões (10,9% do PIB).

(Da Redação)

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