É só ouvir a palavra “tapa-buraco” que a população de Campo Grande, e também de outras grandes cidades sul-mato-grossenses, já fica num sentimento de indignação e revolta. Esse “serviço”, que astutamente é realizado de forma permanente pelas prefeituras, o povo já sabe que é, na verdade, uma forma de facilitar desvios de recursos e práticas suspeitas.
E o Ministério Público, têm tido grande trabalho com os processos e denúncias envolvendo essa prática. Enquanto a população questiona: Por que não adotar o recapeamento das vias, o que garantiria muito maior durabilidade ao pavimento das vias públicas e custos menores?
No próximo dia 24 de setembro, já está marcado o julgamento do ex-prefeito de Campo Grande e hoje senador Nelsinho Trad (PSD), acusado pelo Ministério Público de superfaturamento de R$ 73,6 milhões nos serviços de tapa-buracos na Capital. Além de Nelson Trad Filho, três ex-secretários de Infraestrutura de Campo Grande, e mais 16 réus serão igualmente julgados pela prática da mesma irregularidade.
A Justiça, por meio do Ministério Público Estadual, quer o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 1 bilhão e a anulação dos contratos pagos à empreiteira que realizou o famigerado serviço de “tapa-buracos”. Essa soma envolve, além dos contratos, o pagamento de multa e a indenização por danos morais coletivos.
Senador contesta
O senador Nelsinho Trad divulgou nota contestando, mais uma vez, a acusação da Justiça.
Diz a nota:
“Não procedem as acusações do Ministério Público em Mato Grosso do Sul em relação ao tapa buraco na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad. Está embasada em critérios técnicos equivocados, induzindo a interpretações errôneas sobre aos pagamentos dos serviços realizados.
Quanto ao aspecto da licitação, a mesma ocorreu obedecendo a legislação vigente, e sequer houve impugnação de quaisquer empresas do ramo em questão.
Quanto ao serviço realizado, o mesmo era feito e, a partir de 2011, fiscalizado pelos fiscais da Prefeitura e pelos próprios moradores das ruas onde ocorriam os serviços. No tempo oportuno, se juntarão essas provas e a verdade prevalecerá.
Por fim, essas acusações já foram exaustivamente ao longo de 3 anos investigadas pelo próprio Ministério Público, sendo arquivada e inclusive homologada essa decisão de arquivamento pelo colégio de procuradores.
A verdade um dia prevalecerá!”







