Depois das tresloucada ideia de privatizar postos de saúde não ter dado certo -pela reação causada na Câmara de Vereadores – a prefeita Adriane Lopes lança nova “bomba”: simplesmente estuda fechar 15 postos de saúde da Capital e o pior, dois Centros Regionais de Saúde que prestam serviços emergenciais à população: o da Coophavila II e do bairro Nova Bahia, que também atende o muito populoso bairro Nova Lima.
A nova estratégia da prefeita Adriane, capitaneada pelo seu secretário de Saúde, Marcelo Vilela, causou tamanha revolta entre a maioria dos vereadores, que o vereador Maicon Nogueira, líder do Partido Progressista (PP), o partido da prefeita Adriane e do Governador Riedel, anunciou a sua renuncia ao cargo de líder do PP, subindo a tribuna para manifestar que não poderia aceitar tamanho absurdo e ir contra os munícipes que pagam os impostos e que, por isso, merecem um atendimento de respeito e responsabilidade do Poder Público.
O secretário Marcelo Vilela tentou justificar a desativação dos postos a processos judiciais que estariam em curso, sem demonstrar maior preocupação com as consequências que a medida possa ter com o agravamento ainda maior do atendimento da saúde à população. Segundo Vilela, o fechamento dos postos teria como objetivo economizar as despesas da Saúde. Os servidores dos postos a serem fechados seriam deslocados para outros postos de atendimento.
O coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos, também se manifestou ao tomar conhecimento do que planeja a prefeita Adriane Lopes, depois de não ter dado certo a privatização de centros regionais de saúde. Ele demonstrou grande preocupação com os rumos que a saúde publica municipal está tomando em Campo Grande. “Se essa informação se confirmar, trata-se de assunto gravíssimo”. Para ele, o segmento já vive uma situação de colapso, que poderá se agravar ainda mais, com prejuízos muito preocupantes para a população de Campo Grande.
(Da Redação)







