Você votaria em um candidato a Governador em 2026 apoiado pela prefeita Adriane Lopes? Pergunta que não quer calar…

O eleitor campo-grandense votaria, daria seu apoio, acreditaria em um candidato a governador de MS que tem o apoio e está de braços dados com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes? Essa é a pergunta que não quer calar….. Lembrando que Adriane tem hoje 80% de rejeição do eleitorado campo-grandense.

Também é importante destacar que Eduardo Riedel, que buscará a reeleição no pleito do próximo ano, chegou a ter mais de 60% das intenções de voto para a eleição de 2026. Tinha a preferência do eleitor da Capital e do interior do Estado. Porém, depois de decidir deixar o PSDB e ingressar no Partido Progressista, ao qual a prefeita Adriane Lopes é filiada, algo começou a mudar nessa realidade. Riedel decidiu se aproximar – inclusive com apoio institucional do seu Governo – à prefeita de Campo Grande.

Envolta num emaranhado de problemas, especialmente financeiros e até mesmo de descumprimento do regramento jurídico da administração pública, Adriane Lopes, passou a prejudicar a imagem do governador Riedel na sua busca à reeleição. Pelo menos é o que demonstram as últimas pesquisas, em que Eduardo Riedel já não aparece com os índices anteriores que chegavam a superar os 60% do eleitorado. As últimas pesquisas apontam para índices que variam entre 40% e 50%.

Há quem argumente que a queda de prestígio de Eduardo Riedel não teria a ver somente com a influência negativa da prefeita de Campo Grande, hoje muito desprestigiada e causando indignação em muitos setores da sociedade campo-grandense. Sim, há outros fatores, mas certamente não tão fortes como o da aproximação do governador à Adriane Lopes.

Governo tem problemas

É certo que o eleitor também está percebendo que a administração de Eduardo Riedel no Governo estadual não vive mais os dias totalmente positivos como nos primeiros anos. Por uma série de fatores, o Governo vive problemas. Tem sido necessário implementar medidas mais duras de contenção de gastos, redução de alguns projetos, busca de empréstimo, para que seja possível ao governador seguir com seu Governo sem que “o barco fique à deriva” justamente quando ele precisa ter a população ao seu lado na busca por mais quatro anos à frente do Executivo estadual.

Também contam negativamente para Riedel algumas decisões que tomou, como a ruptura do acordo que tinha com o PT de Mato Grosso do Sul que o apoiou no segundo turno da eleição, uma ajuda importante para sua vitória. Essa decisão acabou, logicamente, azedando também a boa relação que o governador tinha no início de seu Governo com o presidente Lula, mesmo com o Governo federal continuar apoiando com recursos e obras o Estado de Mato Grosso do Sul.

Há quem analise, também, que a troca do PSDB pelo PP, e consequente aproximação à prefeita Adriane Lopes, tenha também causado danos à Riedel. Sem contar com os problemas do governador com os bolsonaristas mais radicais de Mato Grosso do Sul, como Capitão Contar e Marcos Pollon que ainda tem mágoa pela derrota imposta por Riedel ao candidato que tinha o apoio de Jair Bolsonaro, enquanto Riedel preferiu buscar o apoio do PT no segundo turno da última eleição. Isso os bolsonaristas mais radicais não engolem e não perdoam até hoje. Como eles ainda detém uma parte importante do eleitorado estadual, próximo a 30%, isso pode também estar influenciando na queda da popularidade do governador.

PT crescendo

E por último, em um fator não menos importante, o crescimento da popularidade do presidente Lula em Mato Grosso do Sul apontado em todas as últimas pesquisas. E a chegada importante do advogado Fábio Trad ao PT estadual, inclusive com a possibilidade de que este venha a ser o candidato petista para o pleito de 2026. Esse é um fator importante para que Eduardo Riedel, que estava com a sua reeleição praticamente assegurada, esteja com essa condição ameaçada e com seu nome caindo nas pesquisas.

(Da Redação)

 

 

 

 

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