Para o Planalto, Hugo Motta traiu acordo com Governo e considera remoto apoio a sua reeleição

Se deteriorou completamente, para o Palácio do Planalto, a conduta de Hugo Motta à frente da presidência da Câmara. Especialmente depois do lamentável episódio da tarde/noite de terça-feira última com a retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) do plenário, que culminou em agressões a jornalistas e deputadas simpatizantes do Governo. Fontes do Governo afirmam que o presidente Lula considerou a atual postura de Motta como traição.

E em função desse novo quadro, e vendo na atitude de Motta uma adesão desnecessária à estratégia da oposição bolsonarista e uma contribuição para a violência política no Congresso, Lula e interlocutores do Palácio do Planalto, consideram remota qualquer possibilidade de apoio da esquerda a uma eventual tentativa de reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara.

As avaliações pelo lado do Governo são de que a relação institucional chegou a um ponto de completo desgaste. Com destaque para o fato de que, após a série de episódios recentes que beneficiaram a oposição bolsonarista, não existe mais qualquer possibilidade de manter o acordo anterior com Hugo Motta que traiu o presidente da República. Também descontentou bastante Lula a inclusão na pauta de votação, na surdina, na madrugada, do projeto de lei da Dosimetria. Assessores de Lula consideraram uma afronta, sem qualquer aviso ou consulta, essa atitude do presidente da Câmara, que está completamente queimado no Governo e também no STF.

Revoltou setores importantes do Governo o fato de Hugo Motta ter participado, na véspera dessa votação, portanto na segunda feira, de reunião com os ministros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, e ter omitido, escondido, qualquer intenção de pautar o PL da Dosiometria. Esse fato deixou clara qual era a real intenção do presidente da Câmara: trair o Governo e o Presidente.

(Da Redação)
(Com informações do Plantão Brasil e Brasil 247)

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