MS vai levar para COP-30 sua experiência em fomentar uma pecuária competitiva e sustentável

Investir continuamente na pesquisa e inovação para se manter uma pecuária sustentável, dando incentivos ao produtor para que consiga ter um produto cada vez mais precoce e tecnológico e promover o associativismo. Esta junção de fatores, contribui para tornar a pecuária sul-mato-grossense um exemplo de eficiência, qualidade e referência em sustentabilidade. Estas linhas de atuação que já são desenvolvidas por meio das pesquisas da Embrapa e políticas públicas do Governo do Estado foram exaltadas hoje (24) pelo secretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, em seu discurso de abertura do Fórum Pré-COP 30. “Nossa meta é levar para a COP-30 nossas políticas públicas, experiências e tecnologias, que serão a nossa Bíblia de Defesa da Pecuária Brasileira como sendo competitiva e sustentável”, pontuou.

 

O Fórum Pré-COP 30 é um evento estratégico que abre a Dinapec 2025 e reúne instituições públicas e privadas da cadeia produtiva da carne, especialistas em pecuária de corte, sustentabilidade, clima, mercado e políticas públicas para debater a bovinocultura de corte brasileira no contexto das mudanças climáticas. Organizado pela Embrapa Gado de Corte,Semadesc e a Famasul, o Fórum busca alinhar o Brasil às metas globais de sustentabilidade, preparando o setor para os debates da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).

A COP 30 – acontecerá em novembro de 2025, em Belém do Pará. Esse encontro global reúne lideranças de diversos países para debater os desafios climáticos e negociar compromissos internacionais, entre eles o financiamento da transição sustentável.

O evento acontece durante todo o dia de hoje e deve finalizar com a elaboração de uma carta da pecuária que será levada à COP. A meta é mostrar como a pecuária tropical está reduzindo os gases de efeito estufa e fazendo a sua parte diante das mudanças climáticas.

O governador Eduardo Riedel, presente a abertura do evento, destacou o avanço do setor agropecuário do Estado com uso de tecnologia, ciência e pesquisa, em sintonia e harmonia com a consciência ambiental. “Temos aqui no Estado uma rede de ciência e tecnologia na produção, que nos dá muita tranquilidade para seguir adiante, com sistemas cada vez mais eficientes. Construímos uma agenda absolutamente contemporânea, inclusive com a otimização do balanço de carbono dentro dos nossos sistemas produtivos”, afirmou o governador.
Riedel ressaltou que existe no Estado uma linha de trabalho que junta a competência dos produtores, políticas públicas e uso da tecnologia no campo que faz a diferença. “Produzimos bem, produzimos muito, com absoluta consciência ambiental. Estamos inseridos na principal agenda global, que é a segurança alimentar, transição energética e sustentabilidade, com um grande ativo em nossas mãos”, completou.

No caminho da mudança

Mato Grosso do Sul já está neste caminho de mudança da pecuária há tempos. Um destes exemplos foi o Programa Precoce MS do Governo do Estado. “Quando uma política pública incentiva esse produtor a caminhar na inserção tecnológica com uma remodelação para ser mais competitiva e sustentável, acho isso fundamental nessa política pública. Quando nós olhamos que o próprio setor privado e a indústria frigorífica também entram no programa e estabelecem um conjunto de critérios para que esse produtor possa avançar, então a representação dessa política pública, que é a política estadual de desenvolvimento da pecuária, demonstra os seus resultados. Nós precisamos da ciência, da tecnologia, nós precisamos da extensão. Alguém precisa levar isso para esse processo. Nós precisamos do associativismo. Aqui nós temos associação de Novilho Precoce e associação de produtores. Essa organização é fundamental para que a gente consiga dar escala dentro dessa coletividade. Sem isso nós não conseguimos avançar”, frisou.

Secretário Jaime Verruck destacou que MS terá sua “Bíblia em Defesa da Pecuária Competiitva e Sustentável”

De acordo com o titular da Semadesc, o Estado já chega à COP 30 com uma alteração da metodologia de verificação de carbono na pecuária. “Hoje existem todos os indicadores de pecuária tropical que é aquela praticamente tudo confinado, fechado. Então, nós queremos uma alteração. A primeira proposição do documento é, alteração das metodologias de avaliação de metano em pecuária tropical”, ressaltou.

Ele lembrou que o Brasil já assinou o acordo global de redução de metano de 30%. “Então, o que vamos apresentar seria a metodologia e depois como o Estado faz para reduzir esse indicador. Aí vem a carne carbono neutro, a integração lavoura, pecuária e floresta, Mato Grosso do Sul é líder onde você tem o crescimento da árvore, a questão toda, toda a estrutura e também a intensificação da pecuária em genética adequada. Quanto mais intensificarmos a produção, menos a pecuária vai precisar de novas áreas de incorporação. Então, a gente tá falando de confinamento, semiconfinamento, na agricultura de baixo carbono, que é o programa nacional, na intensificação é um desses objetivos. Então, a ideia é que a gente consiga que no final deste evento saia o documento, mostrando algumas tecnologias e que a pecuária já tem tecnologia sustentável.

Outro aspecto citado pelo secretário foi a adoção constante de novas tecnologias. “Temos que continuar desenvolvendo novas tecnologias, integrando lavoura, pecuária e floresta. Produzindo um animal de ciclo mais curto, que é o novilho precoce. Quer dizer, essa é a lógica que nós queremos. Então, eu acho que a pecuária sul-mato-grossense tem muitas experiências positivas e saudáveis porque temos as três Embrapas aqui trabalhando nessa lógica para poder demonstrar isso”, concluiu Verruck.

(Rosana Siqueira, da Semadesc)

 

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