Caos na saúde de Campo Grande já é normal. Mas agora, com a saída da secretaria de Saúde e a montagem de um grupo para administrar a Pasta, a coisa piorou. E a situação fica mais grave na medida em que os médicos da Santa Casa estão começando uma greve.
O fato mais grave no dia de hoje acontece no Centro Regional de Saúde do bairro Tiradentes que desde sábado passado está sem água. Uma unidade de saúde, onde a higiene precisa ser a prioridade, o posto está totalmente sem água, o que trouxe grande apreensão aos médicos e enfermeiras. Eles esperam uma solução desde sábado, mas não houve qualquer manifestação nem da prefeita Adriane, nem dos assessores da Secretaria Municipal de Saúde. Esse fato fez com que os médicos se mobilizassem. Eles denunciaram a situação, chamando a vereadora Luiza Ribeiro (PT) pedindo ajuda.
Caos no posto
A vereadora esteve no local hoje e constatou um verdadeiro caos e responsabilizou a prefeita Adriane Lopes pela situação, uma vez que a Secretaria da área não tem mais uma pessoa responsável. Tanto que ela ligou para lá, denunciou a situação, e não havia aparecido ninguém para tratar desse grave problema. Pacientes estão impedidos de tomar banho e temem até ir ao banheiro, uma vez que sem água não teriam como fazer a higiene necessária. Os médicos e enfermeiras sem saber o que fazer.
Sem água posto unidade tem q fechar
Luiza, em post publicado nas redes sociais, denunciou o fato e explicou que, sem água e sabão, nenhuma unidade de saúde ou hospital pode estar com as portas abertas, funcionando. “É preciso respeitar as normas e determinações da Vigilância Sanitária, sem água e sabão nenhum posto pode funcionar. É preciso transportar os pacientes dessa unidade para outros postos de saúde da cidade, e isso é responsabilidade da Secretaria de Saúde do município e da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.
A vereadora acabou sabendo, também, que a unidade do Tiradentes está sem ninguém no cargo de Diretor já faz alguns dias, pois a titular entrou em licença maternidade e a Secretaria de Saúde do município não destinou ninguém para assumir o lugar.
(Da Redação)
Setembro chegou com pouca chuvas e temperaturas acima da média para a região de Campo Grande. Calor recorde em alguns dias. Umidade baixíssima. Tudo isso tem como consequência mais e mais riscos para a saúde, especialmente para as crianças, os idosos e toda a população pobre da Capital e região. Resultado: postos de saúde, upas e hospitais lotados.
Numa cidade onde a saúde pública é um problema grave e “eterno”, este vem sendo agravado com o passar do tempo







