Está tendo grande repercussão não somente em Campo Grande, mas em várias cidades do Estado, a agressão sofrida por manifestantes, muitos deles idosos, pela Guarda Municipal da Prefeitura da Capital, em plena esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, ponto da cidade que no passado era chamado de “Esquina Democrática”.
Acontecia no local um evento promovido pela prefeita Adriane Lopes como ensaio para as comemorações do Natal, onde ela investiu quase R$ 1 milhão e 800 mil, enquanto nas unidades de saúde faltam remédios, insumos para exames, e praticamente tudo o que a população necessita.
O evento acontecia e um grupo de manifestantes chegou ao local para protestar pacificamente contra a situação dramática na administração pública municipal. Eram mães atípicas, servidores municipais, idosos desassistidos e gente portando faixas e cartazes cobrando da prefeita Adriane Lopes soluções para o caos na gestão da prefeitura.
Adriane estava presente. Qual seria a postura de uma administradora, uma política equilibrada e responsável? Dialogar com o povo. Ouvir as reclamações. Transmitir alguma mensagem de calma, de melhorias futuras ou até indicar soluções para os problemas apresentados, como bem destacou a vereadora Luiza Ribeiro.
Mas não foi isso que a prefeita Adriane Lopes fez. E sim, determinou aos representantes da Guarda Municipal, todos “armados até os dentes”, que reprimissem a manifestação a qualquer custo. E o que se viu -e existem vídeos comprovando o fato- foi os guardas partirem com tudo contra os manifestantes, contra as pessoas, independentemente de condição, de idade, numa total falta de civilidade.

Guarda municipal
Uma mãe atípica, de aproximadamente 60 anos, filmava a ação agressiva dos guardas municipais. Um deles, ao constatar que a senhora filmava tudo, partiu para cima dela a empurrando com tamanha força que ela caiu ao solo, a uma distância considerável, o que demonstrou a força empregada pelo guarda na brutal agressão.


Empurrão violento que jogou mãe atípica ao chão
Também foi filmado o momento em que um grupo de guardas avança sobre a cerca de contenção, derrubando-as e partindo com tudo contra os manifestantes, muito deles idosos, num ato considerado pelos presentes como “covarde”, “empregando força exagerada”.
Numa situação cada dia mais grave, especialmente pela completa falta de dinheiro nos cofres municipais para cumprir tantos compromissos, alguns deles por determinação judicial, a gestora da Prefeitura da Capital do Estado segue de nariz empinado, por incrível que pareça recebendo prêmios por “boa gestão” de entidades como o Sebrae. É difícil entender como instituições como essa e outras do setor produtivo, podem conceder um prêmio para uma gestão pública escancaradamente fracassada como a que assistimos na Prefeitura de Campo Grande.







