Carnaval de Corumbá atrai mais de 8 mil turistas e movimenta R$ 16,9 milhões na economia local

Com um público diário de 18,5 mil pessoas passando pelo circuito do samba, totalizando 111 mil pessoas em seis dias, o carnaval de Corumbá se consolida a cada ano como o maior evento da cidade – além da fama de ser o mais autêntico e animado do interior do país.

A folia pantaneira atraiu 8.300 turistas, sendo três mil bolivianos; gerou mais de 1.700 empregos temporários diretos, por meio das dez escolas de samba, 11 blocos e cinco cordões carnavalescos, durante um ano; e movimentou a economia local com R$ 16,9 milhões.

Os números foram divulgados na manhã de segunda-feira pelo prefeito Gabriel Alves de Oliveira, com base em dados levantados pelo Observatório de Turismo do Pantanal. “Foi um dos melhores carnavais, não só na passarela, mas no giro da economia, onde todos ganharam”, disse Gabriel.

A análise revelou um cenário de crescimento, diversificação de público e elevado grau de satisfação com o evento, caracterizando-se também como uma festa familiar com total segurança. Segundo relatório das forças de segurança, não houve registro de ocorrências graves e apreensão de armas de fogo.

O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Fernando Jorge Castro de Lucena, avaliou que a edição de 2026 foi uma das mais tranquilas dos últimos anos. Segundo ele, o resultado é fruto do planejamento conjunto com forças estaduais, de brigadistas, da Guarda Municipal de Corumbá e de segurança privada.

Prefeito Gabriel de Oliveira destacou o planejamento do evento e a participação do corumbaense: “foi um carnaval familiar”.

Retorno financeiro

A prefeitura investiu cerca de R$ 6 milhões no planejamento da festa, desde estrutura a repasse de verbas para as agremiações carnavalescas, e o retorno financeiro liquido estimado foi de R$ 10,9 milhões. No ano passado, o impacto econômico no comércio foi da ordem de R$ 14,7 milhões.

“O custo do carnaval é investimento e o retorno não é apenas financeiro, fortalece o pequeno comércio com geração de empregos, atrai milhares de turistas para o nosso destino e coloca o corumbaense como protagonista da festa”, avalia o prefeito.

O sucesso do carnaval, que alcançou 88,6% de aprovação positiva dos turistas, é destacado pelo município, enquanto os carnavalescos, liderados pela Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá), cobram uma rediscussão do seu formato, dentro e fora da passarela do samba.

Captação de recursos

Para o prefeito, uma reformulação do evento é pertinente e a prefeitura apoia uma discussão ampla com todos os segmentos em busca de novos horizontes, principalmente na sustentação financeira das agremiações, as quais hoje dependem unicamente do dinheiro público.

Foi um dos carnavais mais tranquilos, segundo os órgãos de segurança pública: nenhuma ocorrência grave foi registrada

“Queremos o melhor, mas precisamos saber o que queremos e o que podemos para os ajustes”, frisou Gabriel Oliveira, reforçando que Corumbá vai cobrar um maior apoio do Governo do Estado, que este ano priorizou o carnaval de Campo Grande com R$ 2,6 milhões.

Entre as sugestões apresentadas, destacou-se a proposta de reorganizar a ordem dos desfiles para que os cordões carnavalescos se apresentem antes das escolas de samba, no primeiro dia oficial, garantindo maior visibilidade, presença de autoridades e melhor estrutura de sonorização.

A prefeitura também planeja ações no sentido de ampliar a promoção externa da festa, inclusive na Bolívia, e fomentar dentro das escolas de samba a transformação das mesmas em empresas, facilitando a captação de recursos no setor privado, inclusive pela Lei Rouanet.

“Essa reestruturação do carnaval tem que passar, necessariamente, pelas escolas de samba, fazer com que a gestão seja empresarial e mais profissional. Estamos abertos ao diálogo nessa construção”, apontou Wanessa Rodrigues, diretora-presidente da Fundação de Cultura, presente à entrevista coletiva.

Os números do carnaval foram apresentados pelo diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Zelinho de Carvalho, que detalhou a estruturação da minuciosa pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo.

(Texto e fotos Silvio de Andrade)
(lugares.eco.br)

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