Mais do que protestar veementemente contra a PEC da Blindagem ou da Bandidagem, o povo campo-grandense está exigindo o fim do ódio e das permanentes mentiras pregadas pelos políticos e simpatizantes do Centrão e da extrema-direita. A população exige o fim de um Congresso Nacional que trabalha quase que exclusivamente buscando interesses próprios e boicotando, atrapalhando as ações do Governo Federal que visam atender demandas do povo brasileiro, em especial os mais pobres e carentes.
Na manifestação, que aconteceu em todas as grandes e médias cidades do Brasil (São Paulo teve um comparecimento recorde), a população portava cartazes, faixas, gritou palavras de ordem, empunhando bandeiras do Brasil. Os maiores alvos dos protestos e xingamentos, foram os maus políticos e o Congresso como um todo, em especial a Câmara Federal e seu presidente Hugo Motta. O povo extravasou muito de sua revolta com os incontáveis abusos e absurdos que tem acontecido, no âmbito do Congresso Nacional.
Presenças
Diversos políticos e lideranças da esquerda de Campo Grande e região estiveram presentes e se manifestaram nos microfones e também gravando mensagens para as redes sociais. Dentre eles se destacou o deputado estadual pelo PT Pedro Kemp, a deputada federal Camila Jara, também petista, e a vereadora Luiza Ribeiro, do PT, todos criticando a PEC da Blindagem, salientando ser ela um instrumento para esconder políticos corruptos e bandidos.
Outro que se manifestou de forma veemente foi o ex-deputado federal e ex-presidente da OAB/MS, Fábio Trad, que recentemente assinou a ficha do Partido dos Trabalhadores em Campo Grande e que disputará a próxima eleição. Segundo Trad, nunca foi tão urgente a participação do povo para salvar a democracia, barrar essas ações dos maus políticos da Câmara e do Senado que visam minar a democracia, o estado de direito e a paz e tranquilidade da população brasileira.
A deputada federal Camila Jara (PT) também defendeu diversas ações do Governo Lula que visam a melhoria do povo brasileiro, mas que, infelizmente, tem sofrido constantes boicotes da extrema direita na Câmara Federal. Se referiu ao projeto do Governo Lula (PT) de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil enviado no semestre passado à Câmara dos Deputados, mas que não foi pautado pelo presidente, Hugo Motta (Republicanos) e segue sendo boicotado pelos parlamentares do Centrão e da Extrema-Direita.
Brasília
Milhares de pessoas marcharam neste domingo (21), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra os projetos da anistia aos golpistas e da blindagem de parlamentares. A passeata ocupou as seis faixas do Eixo Monumental.

Sob sol forte, a multidão seguiu em marcha atrás de um pequeno trio elétrico, após uma batalha de rimas e discursos de lideranças políticas do Distrito Federal (DF).
O trajeto de cerca de 1,5 quilômetro foi até a frente do Congresso Nacional, onde o cantor e compositor Chico César encerrou o ato cantando alguns de seus sucessos. O ato ocorreu das 9h às 14h.
Com o mote “Congresso Inimigo do Povo”, os manifestantes gritavam “sem anistia”; “queremos Bolsonaro na cadeia”, pedindo o cumprimento da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão. A pena foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a culpa de Bolsonaro e aliados na trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022 e culminou nos atentados à Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.
Os cartazes traziam ainda dizeres como “sem bandidagem”, em referência a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apelidada pelo ato de “PEC da Bandidagem”, também conhecida como PEC da Blindagem ou das Prerrogativas. Segundo a proposta, a abertura de processos judiciais e investigações contra parlamentares precisará ser aprovada pela maioria das próprias casas legislativas.
Marcha percorreu o Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Indignação
A bancária Keyla Soares, de 42 anos, contou à Agência Brasil que ficou indignada com a proposta que exige autorização prévia do Parlamento para processar criminalmente deputados e senadores.
“É uma sem vergonhice. É ofensiva essa PEC. Eles só trabalham em defesa deles mesmos. O Brasil tem que se unir contra isso. Estamos lutando também pela democracia”, comentou.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), foi um dos principais alvos dos manifestantes em cartazes como “Motta Capacho”; “Centrão ladrão”; “PCC: Primeiro Comando do Congresso”. Como presidente da Casa, Motta é o responsável por definir a pauta de votações e incluiu a PEC e a anistia na programação da última semana.
A estudante Sara Santos, de 26 anos, disse que a PEC é um absurdo e ficou sem acreditar quando soube da aprovação. Para ela, os parlamentares apenas querem se proteger da Justiça. A estudante também criticou o PL da anistia.
“Depois de tudo que a gente viveu com a ditadura militar, não podemos aceitar anistia contra quem atacou a democracia e tentou dar um golpe de Estado”, justificou.
A delegada aposentada Maria Lúcia de Souza, de 62 anos, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, “desde o primeiro dia do governo dele”, queria dar o golpe para se perpetuar no poder.
“Estão subestimando nossa inteligência. Acha que somos burros. Na semana que saem notícias de suposto envolvimento do Rueda [presidente do União Brasil] com o PCC, eles aprovam essa PEC da Bandidagem. Estou revoltada”, disse.
Maria Lúcia se refere à veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente nacional do partido União Brasil, Antonio Rueda, e a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda e o partido negam as acusações.
Para o servidor público Albert Scott, de 47 anos, não tem que ter anistia para quem planejou e financiou tentativa de golpe de Estado e defendeu “resgatar nossa bandeira” e “nossas cores verde e amarela”, que foram “sequestradas” pela extrema-direita.
Protestos em todo o país
Atos contra a anistia dos condenados por tentativa de golpe de Estado e contra a PEC da Blindagem ocorreram em todo o país neste domingo. Ao menos 33 cidades realizam protestos, incluindo todas as capitais.
Convocadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligados ao PSOL e PT, as manifestações contaram com a presença de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como MST e MTST, além de outros partidos de esquerda e centro-esquerda.
(Da Redação)
(Nacional com informações da Agência Brasil)







