Cai índice de endividamento em Campo Grande em relação a janeiro, mas é maior que há um ano

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – Peic realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC aponta que em fevereiro o nível de famílias endividadas em Campo Grande ficou ligeiramente menor que em janeiro, mas aumentou comparado ao mesmo período do ano passado. Desta vez, 69,8% declararam que a renda mensal está comprometida com dívidas como: cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros.

“É importante observar que os indicadores de inadimplência estão menores que no começo do ano, o que pode significar que, passado o mês em que há mais compromissos, como impostos, gastos escolares, as famílias podem estar equilibrando as finanças”, avalia a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF/MS), Regiane Dedé de Oliveira.

Em fevereiro, 27,9% dos endividados informaram estar com contas em atraso, frente a 29,6% no mês de janeiro; disseram que não terão condições de pagar 11,5% contra 12,5% no mês anterior.

O cartão de crédito é mencionado por 70% como o principal meio de endividamento, seguido dos carnês (20%) e financiamentos de casa (12%) e carro (11,2%). O crédito pessoal foi citado por 11,2% e os consignados por 10,9%. Em relação ao recorte por faixa de renda, o tipo de dívida difere. Por exemplo, entre os que têm renda superior a 10 salários mínimos, 23,6% mencionam financiamento de carro, contra apenas 8,8% dos que têm renda inferior.

As famílias de menor renda também aparecem em maior percentual dentre as que mencionam algum morador da casa com dívidas em atraso, 43,1%, frente a 23,6% entre aquelas cuja renda é superior a 10 s.m. O tempo de comprometimento com as dívidas é de 8,5 meses, em média, considerando ambos os recortes.

Confira a pesquisa na íntegra:

(Comunicação Fecomércio MS)

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