Causou estranheza e curiosidade a ausência, tanto no âmbito federal quanto em Campo Grande MS, de líderes políticos bolsonaristas e autoridades simpatizantes, nos movimentos que cobram anistia para o ex-presidente Bolsonaro e o afastamento e prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Parte da sociedade já vê como meio insano e inútil esse tipo de movimentação. Até nos meios da direita começa a se detectar um desinteresse.
Chamou a atenção a redução no número de pessoas na maioria das cidades que realizaram concentrações no último domingo, dia 3 de agosto. Em São Paulo, inicialmente se falou em mais de 50 mil pessoas na Avenida Paulista, mas a pesquisa técnica da USP cita média de 38 mil pessoas presentes, com possibilidade de que pudesse chegar perto dos 40 mil. Para uma cidade como SP é muito pouco.
Em Campo Grande a ausência da prefeita Adriane Lopes e da senadora Teresa Cristina chamou a atenção e provocou revolta e protestos, Houve quem lembrasse que quando Adriane estava em campanha na última eleição, ela compareceu até na manifestação da Avenida Paulista, em SP. “Agora que já está na Prefeitura e aumentou o seu salário em 66% e só usa a Prefeitura, não vem mais pra perto do povo e largou o Bolsonaro”, afirmou uma bolsonarista vestida de verde e amarelo.
A manifestação na Capital teve um pouco mais de “gordura”. Extra-oficialmente se falou em quase 50 mil pessoas. Na realidade, foi difícil dimensionar uma vez que a manifestação na Capital de MS se deu por meio de uma motociata com aproximamente 800 motos, seguida de uma carreata pela Avenida Afonso Pena.
A Expressnews procurou algumas lideranças politicas e simpatizantes de mais destaque do ex-presidente Bolsonaro, mas não conseguiu quem quisesse se pronunciar para justificar ou explicar o porque da ausência na manifestação. Descrédito no movimento, medo de se envolver com algo que tem acabado só em fatos negativos, e especialmente o esvaziamento detectado nos movimentos de direita depois do “tiro no pé” que foi a “alucinação” de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que resultaram na taxação do Governo Trump ao Brasil que repercutiu muito mal para o bolsonarismo aqui no Brasil e valorizou a imagem e as ações do presidente Lula.
Essas teriam sido as causas e motivações para o afastamento da grande maioria de políticos de direita do movimento bolsonarista em todo o Brasil. “O quadro hoje exige, na verdade, recolhimento, debate sobre o que fazer daqui para a frente, não insistir nessa bobagem de manifestação nas ruas”, afirmou uma bolsonarista raíz que preferiu não se identificar.
Tresloucados insistem
Para ficar apenas em dois exemplos mais marcantes, citamos Marcos Pollon, no âmbito estadual, e Nicolas Ferreira, no ãmbito federal, que discursaram nos eventos, em Campo Grande, e em São Paulo, respectivamente.
Poloon fez discurso inflamado e mal educado. Furioso ,criticou os membros do seu partido, o PL que, segundo ele, estão trazendo os “tucanos corruptos” para dirigirem o PL em Mato Grosso do Sul, se referindo de forma indireta a Reinaldo Azambuja que, está para entrar no PL com as bençãos de Bolsonaro, e para dirigir o partido. “Canalhas, Canalhas” gritava Pollon xingando meio mundo dizendo palavrões pesados no microfone. Na verdade, não queriam deixar ele falar, já prevendo uma chuva de críticas e intempéries que acabaram se concretizando.
Já Nicolas Ferreira ,como sempre, dirigiu suas críticas habituais ao presidente Lula que temvisto sua popularidade crescer com a questão das tarifas do Trump e as trabalhadas do Eduardo Bolsonaro, direto dos States. Também criticou, como sempre faz, o ministro Alexandre de Moraes. Mais do mesmo, num discurso que pouco empolgou na paulista.
Enfim, num balanço das manifestações, ficou claro que o bolsonarismo se esvazia e perde força dia a dia. E no caso das manifestações de domingo, como Jair Bolsonaro não poderia participar e por isso outros políticos bolsonaristas como Tarcisio de Freitas, e mesmo Michelle Bolsonaro, decidiram não ir, deu no que deu. Esvaziamento e perda de forças.
Os problemas que o PL está enfrentando na justiça eleitoral, por compra de votos, e a ameaça de que o partido possa ser cassado, também estão fazendo com que muitos políticos que vislumbravam a possibilidade de se filar, estejam desistindo e procurando outros caminhos. Em MS, por exemplo, Eduardo Riedel deve mesmo ir para o PP, atendendo o insistente pedido da senadora Tereza Cristina, outra que também está quieta e não quer saber de sair para a rua e participar de manifestações.
(Da Redação)







