Adriane Lopes continua cortando despesas, mas tendo como foco principal os trabalhadores

Depois de esbanjar recursos aumentando o próprio salário, de sua vice, do secretariado todo, a prefeita Adriane Lopes, agora que se aproxima o final do ano, hora de pagar o 13º dos servidores e de apresentar o balanço financeiro de sua gestão, muniu-se de “tesouras” para promover cortes e mais cortes nas despesas descontroladas do município. Só que foca os cortes mais no emprego dos trabalhadores.

Depois de cortar em 20% as despesas com salários dos secretários municipais, da vice-prefeita Camilla Nascimento de Oliveira, e dela própria, que haviam sido reajustados em abril deste ano, a prefeita Adriane anunciou no fim de semana a demissão em massa de 300 trabalhadores, de um total de 1.700, que haviam sido contratados para o Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho. A grande maioria deles recebe apenas um salário-mínimo, vale-transporte e uma cesta básica.

Essa tem sido uma característica da gestão da prefeita Adriane. Lança programas, contrata trabalhadores e, em função do descontrole nos gastos e a autorização de despesas supérfluas – como a iluminação da cidade no período natalino -, acaba restringindo as programações anunciadas e demitindo servidores.

Servidores efetivos sem reajustes

Outro fato que deveria envergonhar e constranger a prefeita e todos os que estão próximos a Adriane na gestão do município é a não concessão de um reajuste salarial sequer, desde o ano de 2023 aos 30 mil servidores públicos efetivos da Prefeitura de Campo Grande, a Capital do Estado. Isso representa um erro grave, já que, constitucionalmente, pelo menos o reajuste do índice da inflação do período, o aumento é obrigatório.

Para a gestão de Adriane Lopes, do PP, no entanto, promover reajustes acontece apenas quando for em benefício próprio – como aquele anunciado para si e seus apaniguados, de 159% em três parcelas. Ou para a arrecadação de tributos municipais, como o aumento no IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano, já autorizado para o próximo ano.

Enquanto isso, os graves problemas na saúde, no transporte, nas ruas esburacadas, no descumprimento de legislações e de direitos de servidores municipais, seguem. A população, na maioria das vezes acostumada a aguentar calada aos problemas, tem se manifestado com revolta contra os abusos.

A popularidade de Adriane caiu drasticamente e, até mesmo pessoas ligadas ao Gabinete da prefeita demonstram sérias preocupações quanto ao futuro da administração municipal. São tantos os problemas, em especial a escassez de recursos para enfrentar compromissos e exigências de investimentos futuros como os da saúde e de infraestrutura da Capital, leia-se aqui, os buracos nas ruas, as obras não concluídas e aquelas anunciadas e nem mesmo iniciadas, como o prometido Hospital Municipal.

(Da Redação)

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