Em Campo Grande, numa tarde excepcionalmente quente no Parque das Nações Indígenas, o cantor Criolo do Rap pediu licença ao rap e cantou sambas, ao mesmo tempo que prestou homenagem aos professores. Ele fez o que já havia feito na sua apresentação em Corumbá, no Festival América do Sul.
“Nas águas do mar eu vou me benzer, vou me banhar. Nas águas do mar eu vou pedir perdão, pra abençoar” cantou e logo de início já se aproximou do público. Depois vieram “Linha de Frente”, e “Desde que o samba é samba”, de Caetano e Gil, para num respiro de poesia, Criolo esbanjar simpatia ao cumprimentar o público.
“Tudo é muito bonito e é um prazer estar aqui. A gente pede licença com todo o respeito e com todo o carinho pra cantar esses sambas que eu amo, eu amo tanto rap. Rap é a minha escola, é a minha vida e eu amo tanto samba. A gente que nasce em favela ama rap, ama samba, ama funk, ama forró. A gente ama tudo que é a música do povo”, diz.
E depois cantou “eu não quero viver assim, mastigar desilusão / Este abismo social requer atenção / Foco, força e fé, já falou meu irmão / Meninos mimados não podem reger a nação”, que logo ganhou o coro e o aplauso do público presente.
Criolo sempre fez parte dos artistas que mandam a real e levam conscientização aos palcos por onde passam. Em Campo Grande e em Corumbá, não foi diferente: direitos humanos e meio ambiente não ficaram de fora e, depois das palmas, o músico cantou que, se depender dele, “o samba agoniza, mas não morre”.
A medida em que o público se acalorava diante do samba, o artista dizia que estava louco pra mandar um rap, e não se aguentou. A plateia agradeceu e foi à loucura ao ver e ouvir “Ainda há tempo”. Grande público aplaudiu Criolo em sua apresentação na Capital do Estado neste domingo a noite.







