A Petrobrás registrou margem de lucro de 29,15% no primeiro semestre de 2026 e apresentou o maior índice entre as grandes empresas do setor analisadas em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado em parceria com a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A taxa ficou acima dos 25,48% da Saudi Aramco, maior petrolífera do mundo.
O levantamento, elaborado pelo economista do Dieese Cloviomar Cararine, compara a rentabilidade das principais companhias petrolíferas entre 2020 e o primeiro semestre deste ano. A margem utilizada no estudo indica a parcela da receita que permanece como lucro líquido depois da dedução de custos operacionais, impostos e despesas financeiras.
Na prática, a margem de 29,15% significa que, para cada US$ 100 faturados pela Petrobras no período, US$ 29,15 permaneceram como lucro líquido.
A companhia acumulou lucro de R$ 85,1 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, crescimento de 37,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo Cararine, o desempenho está relacionado à eficiência operacional da Petrobrás, combinada ao crescimento da produção, à elevação dos preços internacionais do petróleo durante a guerra no Oriente Médio, à redução de gastos gerais e à integração entre as atividades de produção e refino.







