Governo Riedel recebe aval de Haddad para mega-empréstimo de quase R$ 1 bilhão

O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu aval do ministro da Fazenda, Fernando Haddad para a contratação de um empréstimo de R$ 950  milhões que, de acordo com o texto dos documentos firmados, serão utilizados em “projetos estratégicos” do Governo Riedel. Na realidade, boa parte do dinheiro será aplicada em obras de infraestrutura, especialmente no setor rodoviário, em pavimentação e recuperação de pistas rodoviárias. Inclusive, trechos que fazem parte da Rota Bioceânica. Também se destina a capitalização de Fundos Estaduais, que garantirão outros projetos, como futuras parcerias público-privadas.

Conforme informações de fonte da Secretaria de Fazenda do Estado, o contrato de empréstimo prevê prazo para pagamento da divida em 18 anos, com 12 meses de carência. Quanto aos juros, pela situação sólida das contas governamentais junto ao Governo federal e outros compromissos, terão algumas vantagens especiais.

Onde investir os recursos

A maior parte do dinheiro do empréstimo será investida na conclusão de obras importantes para a infraestrutura rodoviária do Estado, em especial em trechos de rodovias considerados estratégicos como as MS-156, MS-270 e MS-441. Um dos focos principais é, sem dúvida, aqueles caminhos que viabilizarão a Rota Bioceânica que levarão as riquezas do Estado para os portos do Chile, ou mesmo para os demais países da América do Sul. Também para os fundamentais serviços e obras de implantação dos acessos a ponte sobre o Rio Paraguai, ligando Porto Murtinho a Camelo Peralta, no lado paraguaio. A obra de implantação dos acessos precisa ser agilizada, uma vez que estão atrasadas em relação a conclusão da ponte.

Outra parte dos recursos do empréstimo será destinada ao chamado Fundo Garantidor, que precisa estar abastecido para garantir futuras parcerias do Estado com o setor privado. O Governo estadual planeja realizar uma parceria público-privada no setor da saúde. Um dos objetivos principais seria entregar a gestão do Hospital Regional para esse tipo de gestão compartilhada, o que representaria no futuro redução de despesas governamentais nesse segmento da saúde.

(Da Redação)

 

 

 

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