CRM-MS manifesta preocupação com quadro grave e iminente risco de colapso na saúde pública de Campo Grande

O Conselho Regional de Medicina de MS divulgou nesta terça-feira (9) uma nota em que manifesta profunda preocupação com a situação de desabastecimento de medicamentos essenciais e de insumos básicos nas unidades de urgência e emergência que são de responsabilidade  da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os Centros Regionais de Saúde do Município (CRSs). É salientado na nota que o CRM-MS por um dever institucional vai informar às autoridades competentes o quadro grave de iminente risco de colapso da rede municipal de saúde do município.

A diretoria do CRS-MS destaca também que realizou inúmeras vistorias ao longo do último período, nas quais foram constatados “baixos estoques e, em diversos casos, a completa ausência de medicamentos básicos indispensáveis ao adequado funcionamento dos plantões de urgência. Soma-se a esse cenário a escassez de insumos fundamentais como luvas, lençóis, cânulas e outros materiais essenciais à segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde”.

Em sua nota oficial o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul também destaca o decreto editado pela prefeita Adriane Lopes que cortou gratificações e outros benefícios que eram pagos aos servidores da saúde. Diz a nota: a situação é ainda mais agravada pelo recente decreto que suprimiu gratificações dos servidores da saúde, em especial dos médicos da rede municipal, medida que fragiliza as condições de trabalho, desestimula a permanência de profissionais da rede pública e compromete diretamente a qualidade da assistência  prestada à população”.

O Conselho também se manifesta sobre a ausência de um Secretário de Saúde na Prefeitura de Campo Grande, há vários meses, uma situação realmente incompreensível. Diz a nota: Ressalta-se ainda, que atualmente a Secretaria Municipal de Saúde encontra-se sem a devida nomeação de um Secretário de Saúde responsável, situação que perdura desde o início do mês de setembro. Tal circunstância dificulta e, no momento, impede a adequada atribuição de responsabilidades administrativas pelas falhas constatadas, bem como a adoção de medidas estruturadas e resolutivas para o enfrentamento da crise instalada”.

Prossegue a nota destacando que este cenário não é pontual, mas se arrasta há mais de um ano, agravando progressivamente os riscos à saúde da população, criando um ambiente de trabalho desfavorável e gerando aumento recorrente de denúncias encaminhadas à esse Conselho Regional de Medicina”.

E conclui a nota afirmando que “diante desse quadro, o CRM-MS entende ser seu dever institucional informar a população e as autoridades competentes acerca do iminente risco de colapso da rede municipal de urgência e emergência, bem como da possibilidade concreta de desassistência à saúde da população, caso providências efetivas e imediatas não sejam adotadas”.

Na nota o Conselho encerra refirmando seu compromisso com a defesa da boa prática médica, da dignidade profissional e, sobretudo, da segurança e do direito da população a uma assistência à saúde adequada, segura e de qualidade.

(Da Redaçã0)

 

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