Petroleiros promovem atos em defesa da Petrobrás no dia do aniversário da empresa

Em defesa da Petrobrás e contra projetos de privatização, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos realizaram, nesta sexta-feira (3), inúmeras manifestações no país, no dia em que a estatal completa 72 anos.

Os atos reuniram centenas de trabalhadores em refinarias, terminais, fábricas de fertilizantes e usinas da Petrobrás Biocombustíveis (PBio).As mobilizações tiveram início no começo da semana, com uma manifestação organizada pelo Sindipetro Unificado, em São Paulo.

Houve protestos na terça-feira (30), no Terminal da Transpetro, em São Caetano do Sul (SP); na quarta-feira (1º/10), na Refinaria Capuava (Recap-SP); e na quinta-feira (2/10), na Refinaria de Paulínio (Replan-SP).

Nesta sexta (3), data do aniversário da companhia, os atos se espalharam por diferentes unidades: Terminal de Barueri (SP); Heliporto do Farol de São Thomé (Campos-RJ); e nas refinarias Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor-CE); Abreu e Lima (Rnest-PE); Henrique Lage (Revap-SP); Duque de Caxias (Reduc-RJ); e Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR). Na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap-RS), a mobilização precisou ser cancelada devido ao temporal que atingiu Canoas.

O ponto alto das manifestações nacionais ocorreu nas usinas da PBio, em Candeias, na Bahia, e Montes Claros, em Minas Gerais. A subsidiária está sob ameaça de privatização, por meio de um modelo de parceria com o setor privado semelhante ao que já foi implementado em outros ativos da companhia.

A FUP vem alertando que esse processo pode fragilizar o Sistema Petrobrás e gerar impactos diretos sobre os trabalhadores, como transferência de empregados sem garantia de estabilidade.

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, participou do ato na Bahia e reforçou a importância de defender a soberania energética do país.

“Hoje foi dia de ato nacional contra as privatizações e por um Brasil soberano. Estivemos juntos na PBio, em Candeias, defendendo a Petrobrás e reafirmando que ela existe graças à luta dos trabalhadores. Não aceitaremos projetos de privatização que ameaçam nossa soberania e precarizam o trabalho”, destacou.

Além da defesa da soberania energética e do papel estratégico da Petrobrás no desenvolvimento do país, as manifestações também tiveram como pauta a campanha reivindicatória da categoria. Entre as demandas, estão a valorização do Plano de Cargos, soluções para os equacionamentos da Petros e garantias no Acordo Coletivo de Trabalho.

Atos de resistência

Na avaliação da FUP, os atos simbolizam a continuidade da resistência que, nos últimos anos, evitou a privatização completa da companhia. “Se chegamos até aqui foi com luta e seguiremos adiante, porque defender a Petrobrás é defender o Brasil”, afirmou Bacelar.

Aos 72 anos, a Petrobrás vive um momento de reconstrução, com a retomada de concursos públicos e a reversão de medidas adotadas nos últimos governos, como a venda de subsidiárias e refinarias. Ainda assim, segundo a FUP, os novos modelos de parcerias implementados pela atual gestão colocam em risco a soberania nacional e a transição energética justa.

Fonte(s)

Revista Forum

Jornalismo AEPET

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