Aliado da prefeita Adriane, presidente da Câmara deve ao município quase R$100 mil em IPTU.

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy, do PSDB, estritamente ligado à prefeita Adriane Lopes, do PP, deve quase R$ 100 mil em IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano para os cofres da Prefeitura da Capital do Estado. E a dívida está sendo cobrada judicialmente pela municipalidade.

Só esse fato já é bastante constrangedor, mas o que mais impressiona nessa história toda é que essa dívida, originalmente, nem era do Papy, e sim do antigo proprietário da mansão adquirida pelo vereador no Bairro Miguel Couto. Papy poderia ter negociado, na oportunidade da compra do imóvel, evitando assim desembolsos futuros, e solucionando o problema. Depois, também deixou de aproveitar diversos Refis lançados pela Prefeitura desde a posse de Adriane que, com o desequilíbrio nas finanças de sua administração, chegou a promover dois Refis num ano só.

Quando a Prefeitura montou o processo de cobrança, este era dirigida ao antigo proprietário do imóvel e a dívida era significativamente menor, pouco mais de R$ 7.600,00. Questão fácil de resolver quando da negociação do imóvel pelo novo proprietário, o vereador Papy, presidente da Câmara Municipal que, no entanto, tomou conhecimento da dívida e não tomou nenhuma providência. Com o passar do tempo, a dívida foi aumentando, os Refis foram promovidos, e o vereador seguiu sem tomar qualquer atitude. Até que agora “a conta chegou”. Bem maior, mais de R$ 99.000,00.

Descuidado

Papy dá uma demonstração de desleixo ou inabilidade para cuidar de suas responsabilidades pessoais. E se o vereador cuida assim das responsabilidades pessoais, como será que tem sido a sua preocupação e cuidados com as inúmeras demandas relativas ao povo campo-grandense na presidência da Câmara Municipal de Campo Grande? Um recente exemplo de descuido com os recursos do povo campo-grandense foi a tentativa de contratação de um escritório de advogados para cuidar de interesses dos vereadores e da Câmara como um todo. Até a imprensa denunciar que a Polícia Federal investigava a empresa por graves irregularidades. Papy então recuou na sua proposição e não fechou o contrato que previa altos valores em benefício dos contratados.

Ao ser abordado por jornalista que o questionou sobre a dívida do IPTU, o vereador Papy se mostrou surpreso, afirmando não ter conhecimento da dívida. Chegou a dizer que quando comprou o imóvel tomou conhecimento do débito e depois afirmou que não tem mais tempo e que achava que esse problema tivesse sido resolvido Depois, consultou seu advogado, e o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande garantiu que vai pagar o débito.

Bloqueio de contas

Dias atrás a Prefeitura anunciou que, por determinação da Justiça, vai bloquear as contas bancárias de 10 mil proprietários de imóveis que devem o IPTU. A pergunta da população é se o político, amigo da prefeita, seria atingido também por uma medida dessas, ou apenas o “povão” vai ser alvo dessa medida.

(Da Redação)

 

 

Compartilhe essa notícia

Facebook
Twitter
WhatsApp