O Ministério do Turismo lançou a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo (BIMT), com 71 páginas, durante a Fishing Show 2025, a maior feira de pesca esportiva, náutica e de vida ao ar livre da América Latina, que está sendo realizada no São Paulo Expo, na capital paulista.
A publicação expõe um panorama inédito da oferta turística brasileira no segmento, resultado de um mapeamento que identificou 202 destinos para a prática em 18 estados e no Distrito Federal, onde destaca Mato Grosso do Sul como um dos principais polos.
No boletim (clique aqui), o conceito de pesque e solte (catch and release), mundialmente praticado entre os pescadores, destaca a prática sustentável e as medidas de proteção de espécies-alvo em Mato Grosso do Sul, onde a consciência de não retirar o peixe do rio e a cota zero para o dourado começaram em Corumbá, maior polo de pesca esportiva do Estado.
A estrutura de Corumbá para a pesca esportiva no Pantanal é uma das maiores do BrasilExperiência de captura
“No processo de construção e mapeamento da oferta do turismo de pesca, observou-se que diversas iniciativas de preservação ambiental – principalmente ações protetivas das espécies-alvo da pesca amadora e esportiva – constituem mecanismos sustentáveis. Destacam-se legislações, ações, projetos e programas, como, por exemplo, a política de “cota zero” para a captura e o transporte de espécies”, cita o documento.
O boletim realça, ainda, que o verdadeiro valor da pesca não está em levar o peixe para casa, mas na experiência de capturar, registrar em fotos e/ou vídeos, e devolvê-lo à natureza com respeito e em plenas condições, para que cresça e se reproduza. “Confere, ainda, a verdadeira essência da pesca como atividade sustentável, materializando-se na experiência genuína a ser vivida”, sustenta.
Essas iniciativas, segundo o Ministério de Turismo, reforçam o compromisso e ampliam o engajamento de toda a cadeia produtiva envolvida na atividade, contribuindo para a preservação das espécies e promovendo a sustentabilidade e a responsabilidade no turismo de pesca no Brasil.
O mapa de pesca esportiva de MS na publicação do Ministério do TurismoMapa exclui Bonito
O boletim, no entanto, não incluiu Bonito como destino de pesca no mapa do Estado, embora a Capital do Ecoturismo seja um polo em franco desenvolvimento no distrito de Águas do Miranda, que ganhou impulso nos últimos anos com a pavimentação da Estrada do 21 (MS-345). O mapa inclui onze destinos de pesca, dentre os quais Corumbá e Ladário.
Nesta edição, o leitor encontrará os principais destinos de pesca esportiva no Brasil, as espécies mais procuradas — como o tucunaré, o dourado, o pirarucu e a traíra. Também são apresentados eventos e campeonatos voltados ao tema, além das boas práticas para uma pesca responsável.
A atividade cresce cada vez mais e já movimenta, em média, R$ 1 bilhão por ano no país, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Estima-se que esse número seja muito maior, devido à forte convergência com outros segmentos do turismo.
Segundo dados dos ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária, o Brasil possui cerca de 9 milhões de pescadores, que impulsionam uma cadeia de 3 mil pesqueiros, 1.700 meios de hospedagem específicos e 500 campeonatos anuais, gerando mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.







