Câmara contrata empresa por meio milhão para realizar eventos e iniciativa gera dúvidas e protestos

Mais uma novidade na Câmara Municipal de Campo Grande para deixar o povo campo-grandense desconfiado e “de orelha em pé”. Isso parece necessário? Contatar uma empresa para assessorar e realizar eventos com gasto de meio milhão de reais? É o questionamento que vem sendo feito depois da publicação no Diário Oficial de Campo Grande do resultado do pregão eletrônico nº 002/2025, no qual a empresa Attivar Eventos LTDA. é declarada vencedora. Tem o CNPJ sob o nº 60.512.457/0001-07, mas o curioso e o que gera certa desconfiança é o fato da empresa ter sido criada em 23 de abril de 2025, ou seja, há apenas três meses da realização do pregão.

De acordo com o edital, a Câmara Municipal irá contratar essa novíssima empresa para prestar serviços de assessoria e organização de eventos. O valor do contrato é de R$ 500 mil, destinados a cobrir despesas relacionadas à realização de eventos oficiais e atividades institucionais do Legislativo Municipal.

É mais uma iniciativa do presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, que mesmo sendo considerado “de primeira viagem” chegou à presidência da Casa e tem se caracterizado como dos mais gastadores presidentes que já passaram pelo Legislativo. Ele tem sido criticado, inclusive, por ter idealizado e incentivado os reajustes salariais absurdos envolvendo os vencimentos da prefeita Adriane Lopes, sua vice-prefeita, o secretariado municipal e, também, os salários de todos os vereadores. Aumentos que foram considerados pela população como acima de qualquer parâmetro minimamente justo. Essa questão, inclusive, foi levada à Justiça.

Quanto a contração dessa empresa, criada tão recentemente, e por um valor tão expressivo, é mesmo necessário? Esse o questionamento feito na cidade pelos cidadãos e até por autoridades. O fato desse assunto, tão sério, não ter sido debatido, nem mesmo os critérios utilizados na seleção da empresa, também são questionados. Bem como a transparência do processo.

Tem quem esteja questionando e buscando esclarecimentos sobre os detalhes do contrato. Alguns vereadores – sempre os da oposição é claro – afirmam não ver necessidade para essa proposta, uma vez que a Câmara Municipal não realiza eventos de magnitude que exija a contratação de uma empresa especializada.

Servidores realizam o trabalho
O argumento pelo lado do Poder Legislativo Municipal, é de que todas as etapas do pregão seguiram os procedimentos legais e que a contratação visa melhorar a organização e a realização dos eventos do Legislativo municipal. Só que, é justamente sobre a necessidade de se contratar uma empresa para realizar eventos e prestar assessoria que está sendo questionada, uma vez que a Câmara têm um quadro robusto de servidores que, até hoje tem realizado esses serviços de forma bastante satisfatória.

Convém lembrar que essa despesa, paga com dinheiro do contribuinte campo-grandense, vai ser realizada em momento em que os cofres do município enfrentam grave crise, a ponto da prefeita Adriane Lopes estar estudando a demissão de milhares de servidores.
Com a palavra o presidente Papy e a mesa diretora da Câmara.

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