Thiago Ávila, brasileiro, de 38 anos, que atua na defesa dos direitos humanos para a população palestina em Gaza, faz parte da Coalizão da Flotilha da Liberdade, barco cuja tripulação é formada por estrangeiros, entre eles a sueca Greta Thunberg.
No domingo, 8, eles aportaram em águas internacionais próximo à Gaza, e foram detidos pela força israelense. A ação teve o objetivo de levar ajuda humanitária e dar visibilidade às atrocidades cometidas contra mulheres e crianças, e outros cidadãos inocentes que têm sido mortos pelo exército de Israel.
Ávila atua como ativista humanitário há cerca de 20 anos. Em suas redes sociais, onde tem mais de 800 mil seguidores, compartilha o trabalho que faz em vários países, como Cuba, Bolívia e Líbano. Natural de Brasília, ele é fundador do Movimento Bem Viver, associação social voltada para a regeneração de biomas brasileiros, que realiza ações em comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas. Ele é conhecido ainda por atuar em causas de defesa de moradores de regiões periféricas e também na agroecologia.
Preso em Israel desde a última segunda-feira, Thiago Ávila está na solitária. De acordo com a advogada da Adalah (Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel), que acompanha o caso, o isolamento foi uma retaliação das forças israelenses à greve de fome e de sede que Thiago faz desde que foi detido. A decisão de deportar Thiago foi confirmada pela família do brasiliense, que tem contato com a defesa do ativista realizada pela organização Adalah, que defende os direitos humanos em Israel. Por enquanto, as autoridades israelenses não permitiram que a família conversasse pessoalmente com Thiago. A esposa de Thiago, Lara Souza, explicou à Agência Brasil que a Corte decidiu pela deportação dos ativistas mesmo a defesa argumentando que deveriam ser libertados imediatamente “já que não cometeram crime”.







